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Civilidade

Civilidade, gosto desta palavra. Sempre gostei, desde criança. Parece que não está muito em voga  hoje em dia, mas para quem, como eu, cresceu com educação em moldes mais rígidos, ela sempre foi  fundamental.

 

Gosto da civilidade do idioma francês, tão diplomático em seus muitos detalhes;  aprecio, também, a formalidade do tratamento nas audiências e no mundo jurídico, bem como a hierarquia organizacional.

 

Acho importante ter sempre claro o conceito, aplicado, por exemplo, para marcar  a diferença de quando você é convidado como amigo para confraternizar com colegas de trabalho, o que permite uma certa descontração, para os momentos em que  você participa como colaborador de um evento de lazer corporativo, em que você , mesmo se divertindo, permanece trabalhando.  São  áreas em que percebo que as nuances nem sempre são  bem compreendidas pelos profissionais. Alguns até acham que podem liberar geral na festa de final de ano da empresa.

 

O experimento que conto, eu o ouvi de professores de Portugal, já tem muito tempo, durante módulo de mestrado. Em certo momento, ambos narraram uma pesquisa feita em seu país de origem  a partir de uma pergunta séria: por que os alunos, apesar de boas notas e de relativo sucesso no processo de inserção no mercado de trabalho após a formatura , não conseguiam manter o vínculo empregatício além de poucos meses?  Aplicaram a pesquisa, selecionando ex-alunos   com o referido perfil, egressos da universidade portuguesa em que atuavam   e o resultado foi uma enorme surpresa: não havia lacunas de conhecimento técnico, porém havia crateras de desconhecimento de civilidade, que eles chamavam de boas maneiras. Exemplos que lembro de terem citado: em jantares, não sabiam usar os talheres corretos, nem a quantidade que poderiam beber ou se poderiam beber; ao apresentar uma pessoa à outra, desconheciam as regras básicas de introdução; não sabiam quando ou como  usar cartão de visita; sequer modulavam a altura da risada e, frequentemente, erravam no figurino, especialmente as mulheres.

 

Segundo os narradores, ao final da pesquisa citada, a conclusão foi de que havia alto teor de conhecimento técnico e total despreparo social. O diagnóstico tinha origem.  Com as universidades se popularizando e deixando de ser privilégio de alguns segmentos para os quais estes detalhes vinham naturalmente de casa, esta deficiência social deveria ser suprida.

 

A decisão foi de que, para a retirada do diploma, o bacharel deveria cumprir 12 horas de aulas de etiqueta básica. Isso mesmo regras de etiqueta, a pequena ética. Como vestir,  sentar,  comer, o que beber e quando, como dirigir-se a superiores e a subordinados. Houve protestos em todos os tons mas, segundo os narradores, a medida se impôs.

 

Se foi lenda para alertar a todos sobre a importância da  civilidade profissional,  impossível afirmar. O fato é que recentemente vi um livro exposto com o seguinte título: Etiqueta empresarial. Livraria de aeroporto e a chamada do voo impediu maiores detalhes.  Uma  breve pesquisa no google pelo verbete trouxe um sem fim de informações de sobrevivência ética na selva organizacional. Vai muito mais longe do que o da época do curso dos citados professores, no começo do século. Inclui toda tecnologia e discute uso do celular, notebook, inclusão em redes sociais. Mas insiste nos detalhes básicos já mencionados. Pelo sim, pelo não, antes de errar, vale consultar.

 

 

Rosangela Tremel

Advogada; Jornalista; Administradora de empresas; Criadora do projeto e Editora-Chefe da Revista Jurídica da Unisul “De fato e de direito”- versões impressa e eletrônica; professora de Direito Público em grau de Mestre para pós graduação; Especialista em Advocacia e Dogmática Jurídica, em Marketing e em Ciências Sociais;  publicou pelos selos editoriais técnicos Atlas, Ágora, Associação Acadêmica da Faculdade de Direito de Lisboa, colaboradora de periódicos especializados, palestrante convidada.  

 

 

 

 

 

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